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Vitima pediu socorro antes de morrer incinerado em banheiro

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Seção de Investigações Gerais/Núcleo Regional de Inteligência (SIG/NRI) de Dourados, prendeu em flagrante nesta sexta-feira (22) Loara de Oliveira Ansini, de 36 anos, suspeita de provocar um incêndio criminoso que matou Gilvan de Assis Figueiredo, homem que vivia em situação de rua, na região do Jardim Itália, em Dourados.

O incêndio aconteceu em um banheiro localizado em um estabelecimento comercial na esquina das ruas Alpes e Belo Horizonte. Conforme as primeiras informações, Gilvan teria utilizado o local para se abrigar do frio durante a madrugada.

A Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), juntamente com a Perícia Técnica e o Corpo de Bombeiros Militar, foi acionada após a comunicação do incêndio com vítima fatal.

Durante os levantamentos no local, imagens de câmeras de monitoramento mostraram uma pessoa se aproximando do banheiro momentos antes do início das chamas. Com a análise das imagens e diligências complementares, os investigadores identificaram uma mulher nas proximidades em horário compatível com o crime.

Segundo a Polícia Civil, testemunhas relataram que a suspeita retornou ao local após o incêndio e teria afirmado ser a autora do fato, informação que passou a integrar a linha investigativa.

Após buscas realizadas nas imediações do Jardim Itália e em uma área de mata próxima ao complexo esportivo Jorge Antônio Salomão, os policiais localizaram Loara cerca de duas horas após o crime. Ela usava roupas compatíveis com as registradas nas imagens obtidas pela investigação.

Conduzida ao SIG/NRI, a mulher admitiu ter ateado fogo em materiais que estavam dentro do banheiro, alegando que não sabia que a vítima estava no local naquele momento. Apesar da versão apresentada, os elementos reunidos pela investigação e os levantamentos periciais apontaram indícios suficientes para a autuação em flagrante por homicídio qualificado pelo emprego de fogo.

Imagens com áudio obtidas pela investigação registraram os gritos de socorro de Gilvan enquanto o fogo consumia rapidamente o banheiro. Nas gravações, a suspeita aparece deixando o local calmamente.

De acordo com informações preliminares da perícia, o incêndio se espalhou rapidamente devido à presença de materiais altamente inflamáveis dentro do banheiro. Gilvan morreu ainda no local.

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