Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

CNMP dá ‘puxão de orelha’ e pede agilidade do MPMS nos casos de violência contra mulher - Ms Aqui e Agora


No comando: Auto DJ

Das 00:00 às 06:00

No comando: Vem Tomar Café

Das 06:00 às 10:00

No comando: Ti Ti Ti

Das 10:00 às 13:00

No comando: Show de Alegria

Das 13:00 às 19:00

No comando: PopCorn

Das 19:00 às 21:00

No comando: Night Time

Das 21:00 às 24:00

CNMP dá ‘puxão de orelha’ e pede agilidade do MPMS nos casos de violência contra mulher

O plenário do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) confirmou as falhas de atuação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) no enfrentamento à violência contra a mulher, escancaradas após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, em fevereiro de 2025.

A Corregedoria Nacional já havia pedido investigação de urgência e adoção de medidas para regularizar a atuação, que agora foram ratificadas pelo ‘Conselhão’. O órgão de controle determinou agilidade para regularização de inquéritos relacionados à violência contra mulher que estavam ‘empacados’.

Isso porque o feminicídio de Vanessa mostrou as falhas em toda a rede de segurança pública que deveria proteger mulheres vítimas de violência doméstica, inclusive com processos travados nas promotorias de Justiça, Núcleos e Centros de Apoio Operacional que atuam na defesa da mulher em situação de violência doméstica e familiar na comarca de Campo Grande.

Apuração das falhas na atuação

Assim, a Corregedoria Nacional instaurou correição extraordinária para apurar falhas na atuação do MPMS sobre o tema. O objetivo era verificar o funcionamento e a regularidade da atuação desses órgãos, garantindo a eficiência dos serviços prestados à população.

Caso sejam identificadas irregularidades ou novas informações relevantes, a Corregedoria poderá instaurar expedientes disciplinares autônomos.

Ao PGJ (procurador-geral de Justiça) Romão Avila Milhan Junior, o relatório assinado pelo corregedor nacional do Ministério Público, Ângelo Fabiano Farias da Costa, determinou que o Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial) acompanhe o grupo de trabalho do MPMS criado para processar os boletins de ocorrência que estão tramitando na Delegacia da Mulher.

Corregedoria do MPMS recebe ordem para agir

Procurador-geral de Justiça do MPMS, Romão Avila Milhan Junior. (Divulgação, MPMS)

O documento, de 37 páginas, lista uma série de recomendações feitas a partir de falhas encontradas durante a inspeção.

Outro ponto importante do relatório do corregedor nacional são determinações que devem ser cumpridas pela corregedoria do MPMS.

São três medidas:

  • Fiscalizar, em 90 dias, todos os membros do MPMS sobre a atuação a respeito de inquéritos envolvendo a defesa da mulher em situação de violência doméstica e familiar.
  • Enviar à Corregedoria Nacional avaliação e informações sobre as medidas adotadas por cada unidade do MPMS.
  • Acompanhamento funcional da 48ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e/ou do
    respectivo membro Alexandre Pinto Capiberibe Saldanha, pelo prazo de 180 dias, para garantir o cumprimento das seguintes medidas: regularização imediata dos inquéritos, procedimentos e processos judiciais com excesso de prazo; não manter procedimentos extrajudiciais por longos períodos sem conclusão; pontualidade das manifestações; explicar por que das prorrogações de procedimentos e incremento da atividade extrajudicial na promotoria.

Então, outras seis páginas do relatório são para fazer diversas determinações direcionadas às 47ª, 48ª, 65ª, 66ª, 72ª e 78ª Promotorias de Justiça de .

Por fim, outras 14 páginas contêm muitas recomendações às promotorias já citadas, que são responsáveis por feitos relacionados ao tema.

A reportagem acionou oficialmente o MPMS para se manifestar sobre o relatório, mas não obteve resposta até esta publicação. O espaço segue aberto para posicionamento.

Deixe seu comentário: